terça-feira, 12 de março de 2019

Sobre o texto "Os ultra-ricos preparam um mundo pós-humano" de Douglas Rushkoff

Os instintos de autopreservação e sobrevivência da espécie são intrínsecos ao ser humano segundo Sigmund Freud, tendo-se como exemplo a busca do desenvolvimento de tecnologias que sirvam de defesa ao "fim do mundo". Entretanto, tal como explicitado no texto de Douglas Rushkoff, o acesso a esta demanda é restrito à elite mundial, a qual ignora os problemas existentes na sociedade. Diante desse contexto, fica patente o quão excludente é a "salvação da humanidade", visto a segregação da acessibilidade às supracitadas inovações. Ante o exposto, convém ressaltar que esta marginalização é, apenas, um reflexo da hodierna comunidade mundial, havendo como exemplo o crescente isolacionismo habitacional que é visível na construção de condomínios, nos muros altos das residências e, principalmente, na divisão dos bairros consoante às classes sociais. Diante disso, restringe-se o contato entre pessoas, cada qual com uma realidade econômica-social, extinguindo a visão pró-humana, inclusiva e igualitária resultante dessa interação e, dessa maneira, gerando a inicial limitação de acesso da população mundial às tecnologias de defesa ao "evento". Perante o apresentado, fica patente a urgência na mudança da visão pessoal de cada indivíduo, de modo a torna-la mais coletiva e, assim, desenvolver inovações que tornem possível a permanência, sobrevivência e preservação humana na Terra.

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